Certo senhor foi consultar um famoso psiquiatra e lhe disse: “Doutor, sinto-me triste, sozinho, derrotado e muito infeliz. Você poderia me ajudar?” O especialista não quis lhe passar remédios, mas lhe orientou que mudasse um pouco a rotina e fosse ao espetáculo de um famoso circo em exibição na cidade, e assistisse a um palhaço extraordinário que tinha a fama de fazer rir os mais tristes e desanimados deste mundo. Para surpresa do psicólogo, seu paciente respondeu: “Eu sou aquele palhaço”.

Provavelmente não exista uma única pessoa normal neste mundo anormal que realmente não queira ser feliz. O certo é que a maioria das pessoas jamais consegue perceber a felicidade a não ser como um conceito até fácil de entender, mas difícil de ser vivenciado.

As pessoas de nosso mundo materialista lutam e se agitam, e se debatem na busca da eterna fonte da felicidade! Quanto mais conhecimentos adquirem, menos sabedoria parecem ter. Quanto maior a segurança econômica em que vivemos, descobrimos avolumar-se mais dentro de nós o enfado e também o tédio. Quanto mais gozamos dos prazeres mundanos, menos satisfeitos e contentes com a vida nos sentimos. Somos como o mar inquieto, encontrando precária paz aqui e quase nenhum prazer acolá; e nada nos parece permanente e satisfatório. E assim continua a nossa busca pela felicidade!

Certo filósofo francês disse: “Todo o mundo está buscando loucamente a certeza e a felicidade”. Um milionário do Texas confessou: “Pensei que com dinheiro pudesse comprar a felicidade, mas acabei miseravelmente decepcionado”. Uma famosa estrela de cinema exclamou: “Tenho dinheiro, beleza, fascinação e popularidade. Deveria ser a mulher mais feliz deste mundo, mas sou infeliz e miserável. Por quê?” Um dos mais influentes líderes britânicos disse: “Perdi toda a vontade de viver e, no entanto, tenho de viver. Não sou feliz. O que acontece comigo?” Certo acadêmico disse: “Tenho 23 anos. Já passei por experiências que fizeram de mim um “velho” e estou infeliz e farto da vida”.

Cedo ou tarde, algum cientista vai querer descobrir a existência de um gen responsável pela busca incessante da felicidade. Embora muitos nem saibam definir felicidade, buscam-na com avidez, como num jogo de “vale tudo”. Desse modo, muitos fazem simpatias, buscam orientações em horóscopos, procuram o conselho de gurus, seguem terapias as mais exóticas (cristais, pirâmides, águas coloridas, cromoterapias, metais magnetizados etc.), além de buscarem orientação espiritual numa multidão de religiões para todos os gostos e desgostos.

Dizem que quase tudo na vida pode ser colocado em termos de uma fórmula matemática. Assim, alguns psicólogos britânicos alegaram, há quinze anos, ter descoberto a fórmula matemática da felicidade, que consiste na equação: “P + (5xE) + (3xA)”, onde P corresponde a Pessoal (características da visão da vida, adaptabilidade e flexibilidade), E mede o que é Essencial ou Existencial (saúde, estabilidade financeira, amizades), e A representa as coisas que o entrevistado considera como “em Alta” em sua vida (autoestima, ambições, expectativas). É bem provável que muitos cheguem à conclusão, ao fazerem as contas, de que não dá mesmo para ser feliz. E nada mudou desde então.

Inúmeras pessoas pensam que ser feliz é não ter problemas ou dificuldades na vida. Mais ou menos como uma vida boa, com muito dinheiro e prazeres, não tendo de dar duro, com os dias livres a folgar. Se assim fosse, isto seria algo para bem poucos afortunados. Outros acham que a vida é só tristeza e que a felicidade é composta apenas de momentos escassos e fugidios, como diz a canção popular: “Tristeza não tem fim; felicidade, sim”.

De qualquer modo, se é possível ser feliz, em que consiste a felicidade? Há mesmo uma fórmula da felicidade?

Jesus definitivamente não apontou uma fórmula da felicidade. Mas o que Ele ensinou pode nos tornar felizes e de bem com a vida, a despeito de quaisquer problemas e dificuldades. Os princípios consistem em verdades simples e inteiramente aplicáveis. Ele nos fez saber a razão de sua vinda: “Eu vim buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Isso inclui a todos, pobres e ricos. Ele morreu na cruz e carregou sobre si os nossos pecados e também as nossas dores e enfermidades (Is 53.4). Essa é a garantia de que podemos nascer de novo, “nascer da água e do Espírito”, para termos plena comunhão com único Deus e Criador dos céus e da terra, reatando os laços outrora quebrados pelo pecado.

Na esplêndida vida que viveu, Jesus nos ensinou a ser fortes o bastante para sabermos o quanto somos fracos; ensinou-nos também a coragem para sabermos enfrentar a nós mesmos quando temos medo; a termos dignidade na derrota inevitável e humildade na vitória; a conhecer a Deus para que saibamos conhecer a nós mesmos.

Com Jesus aprendemos a viver de cabeça erguida sob a pressão e o aguilhão das dificuldades e dos obstáculos; a nos mantermos em pé durante as tempestades da vida; a ter compaixão dos fragilizados, dos sem-vez, dos sem-nome, dos sem-história e dos sem-dignidade. Ele nos ensinou a ter o coração puro e os ideais elevados; a dominar‑nos a nós mesmos em vez de procurar dominar os outros; a rir e a chorar, sem que uma coisa anule a outra.

Jesus nos ensinou a colocar os olhos no futuro, sem a necessidade de esquecer o passado, que também está em Suas mãos; a ter compreensão para além das coisas meramente terrenas e passageiras, o bastante para que sejamos sérios sem, contudo, nos levarmos demasiado a sério.

Jesus ensinou a virtude da humildade, pois assim podemos ter sempre em mente a simplicidade da verdadeira grandeza, a tolerância da verdadeira sabedoria e a humildade da verdadeira força. Enfim, nos ensinou que a nossa vida e o trabalho de nossas mãos, com Ele, jamais serão em vão, mas darão fruto para a vida eterna.

Enfim, a matemática da felicidade tem somente uma fórmula infalível: Jesus! Por isso, milhões em todo o mundo vivem Nele, por Ele e para Ele. Faça isso você também e seja feliz!

Samuel Câmara

Pastor da Assembleia de Deus em Belém