
Memorial da Chegada dos Pioneiros
Daniel Berg e Gunnar Vingren
Escadinha do Cais do Porto — Belém, PA
Uma jornada que atravessou o tempo
Em 19 de novembro de 1910, dois jovens missionários suecos desembarcaram na Escadinha do Cais do Porto, em Belém, sem recursos e sem conhecer o idioma português. Movidos por um chamado, Daniel Berg e Gunnar Vingren iniciaram ali o trabalho que daria origem à Assembleia de Deus no Brasil — hoje uma das maiores denominações evangélicas do mundo.
Todos os anos, a Assembleia de Deus em Belém revive esse momento com a tradicional reconstituição teatral da chegada dos pioneiros, reunindo milhares de fiéis vestidos com trajes do início do século XX em um cortejo que percorre a Avenida Presidente Vargas até a Praça da República.
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1910
Daniel Berg e Gunnar Vingren desembarcam em Belém e iniciam o trabalho que originaria a Assembleia de Deus no Brasil.
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2018
A reconstituição da chegada dos missionários é reconhecida como Patrimônio Cultural, Histórico e Turístico do Estado do Pará.
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2026
Nos 115 anos da igreja, o Memorial da Chegada dos Pioneiros é inaugurado no local exato do desembarque.
O Memorial
Reconstituição da Chegada dos Missionários a Belém
A história da chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém do Pará, em 1910, foi revivida em uma emocionante reconstituição teatral realizada na manhã do dia 20 de junho, na Escadinha do Cais do Porto — local onde os pioneiros desembarcaram para iniciar o movimento que deu origem à Assembleia de Deus no Brasil.
Neste ano, a programação ganhou um significado especial com a inauguração do Memorial Daniel Berg e Gunnar Vingren, com esculturas em tamanho real instaladas na área da Estação das Docas, próxima ao local onde os missionários desembarcaram ao chegar à capital paraense, fortalecendo a preservação da memória desse momento histórico para a Igreja.
Milhares de pessoas participaram da encenação, vestidas com trajes do início do século XX, acompanhando o cortejo que percorreu a Avenida Presidente Vargas até a Praça da República, relembrando os primeiros passos de uma história marcada pela fé, evangelização e transformação de vidas.
Desde 2018, a reconstituição é reconhecida como Patrimônio Cultural, Histórico e Turístico do Estado do Pará, reafirmando a importância desse legado para a Igreja e para a sociedade paraense.

Em bronze e em tamanho real, as esculturas de Mario Pitanguy reproduzem os trajes e as feições dos missionários suecos, instaladas junto à Baía do Guajará — a poucos metros de onde pisaram em solo paraense pela primeira vez.

Ao lado, a escultura de Daniel Berg reproduz com o mesmo cuidado os trajes e as feições do missionário sueco, completando o par instalado na Escadinha do Cais do Porto.

A placa registra a data do desembarque — 19 de novembro de 1910 — e credita a criação do memorial à decisão do governador do Pará, Helder Barbalho, com obra assinada pelo escultor Mario Pitanguy.
Modelo 3D Daniel Berg e Gunnar Vingren por Mario Pitanguy no Sketchfab
Uma celebração da memória
A cerimônia de entrega do memorial foi conduzida pelo pastor Samuel Câmara, um dos presidentes da Assembleia de Deus em Belém, e contou com a participação do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) — o memorial foi viabilizado pela decisão do governador Helder Barbalho, e a cerimônia teve a presença da governadora em exercício, Hana Ghassan.

Estamos no mesmo lugar onde, há 115 anos, desembarcaram dois homens solitários — movidos por uma missão, sem que ninguém os esperasse.
Pastor Samuel Câmara
Esse memorial representa a chegada dos dois pioneiros que fundaram a Assembleia de Deus não apenas em Belém, mas em todo o Brasil.
Hana Ghassan — Governadora em exercício do ParáRegistros do Memorial
Momentos da reconstituição da chegada dos pioneiros e da cerimônia de inauguração do memorial na Escadinha do Cais do Porto.






Visite o Memorial
O Memorial está aberto para visitação na área da Escadinha do Cais do Porto, em Belém, integrando o patrimônio histórico e religioso da capital paraense.